Dança e música são algumas das temáticas abordadas no evento
Os estudantes da Escola Estadual Presidente Roosevelt, localizada no centro do município de Parnamirim, durante esta semana, estarão mais próximos da ilha mais conhecida do Caribe: Cuba. O país socialista é tema da VII Feira de Civilizações, evento produzido por alunos do ensino médio dentro de uma ação interdisciplinar que envolve todos os professores da instituição. A feira iniciou-se hoje e segue até sexta-feira, com números de dança, exposição e músicas típicas do país.
Em sete anos de feira, muitos foram os trabalhos desenvolvidos. A
escolha deste ano não aconteceu por acaso, o projeto foi apresentado em
Cuba no mês de fevereiro para o Comitê Científico de Educação Superior
do país caribenho, numa parceria da escola com a UFRN. O intercâmbio
cultural proporcionado pela viagem foi o que fez a professora Telma
Padilha, coordenadora da feira, contemplar a cultura cubana.
Desde a criação, vários países e civilizações já foram trabalhados pelos
alunos da escola. No ano passado, por exemplo, Portugal, Grécia e
Espanha foram os escolhidos. A busca constante por uma nova forma de
transmitir conhecimento para os alunos foi a mola que impulsionou o
projeto e aumentou o interesse dos alunos pelas temáticas trabalhadas.
“Eles produzem todo o conteúdo, a gente só orienta”, revela à
coordenadora.
Peças da cultura de Cuba são expostas na feira
Professor de geografia da escola, Hugo Maciel também é coordenador da
feira. Ele trabalha no projeto a cinco anos, desde que ingressou na
equipe do grupo escolar. Para ele, projetos do tipo são oportunidades
únicas para favorecer o conhecimento. “É o famoso ‘largar o giz’ e botar
a mão na massa. Ensinar é mais que ficar apenas na sala de aula”,
conta.
Agência Gaivota simula vendas de pacotes turísticos
Para quem não quer, ou não pode, dançar e cantar, os professores
buscaram outras alternativas. Foi o caso dos alunos especiais da escola,
coordenados pela professora Lindamar de Oliveira, responsável pela sala
de recursos multifuncionais da unidade escolar. Durante o evento, eles
fizeram declamações de poemas em libras. “O projeto é inovador por
tentar colocar todo o conteúdo na prática. Vivenciar a cultura facilita a
compreensão do conteúdo”, explica a professora.
O grande destaque da feira é a criatividades dos alunos em propagar a
cultura cubana. Jacíara da Rocha, 16 anos, aluna da 2ª série do ensino
médio, nunca viajou para fora do país, mas entende bem como são os
passeios turísticos de cuba. Reunida com outras colegas de sala, a jovem
montou uma agência de turismo fictícia, onde vende pacotes de turismo
com destino a ilha caribenha. “Foram necessários alguns estudos para que
pudéssemos simular o atendimento, mas foi gratificante, pois passamos a
conhecer detalhes do país, bem como suas belezas naturais”, disse a
aluna.
Estudantes e professores participam de todas atividades do evento
Há quem enxergue a feira como uma oportunidade de crescimento pessoal e
profissional. Débora Batista tem 17 anos e está no segundo ano do ensino
médio. Atuando na equipe de recepção dos visitantes, a estudante espera
que essa seja uma oportunidade de conhecer uma nova cultura e seguir no
estudo dela: “Quero conhecer Cuba para ver de perto tudo que estamos
aprendendo nessa semana e, quem sabe, realizar algum estudo por lá”.
Todo ano, o evento convida algum estrangeiro do país selecionado. Para a
feira, foi escolhida a professora universitária Idalmis Milian. Na
próxima sexta-feira, a professora vai palestrar sobre o cotidiano de
Cuba, quebrando mitos que existem sobre o país socialista. “A realidade
de Cuba é muito diferente do que os brasileiros imaginam, principalmente
na área social, como educação, saúde e cultura. A integração das ações é
o que mais sinto falta aqui no Brasil”, diz.
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